Publicado em 20/04/2017 08:47:51

Grupos de WhatsApp de São Carlos estão recebendo mensagem sobre envenenamento por causa do Jogo da Baleia Azul

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Grupos de WhatsApp de São Carlos estão recebendo mensagem sobre envenenamento por causa do Jogo da Baleia Azul

Com o surgimento do Jogo da Baleia Azul pessoas maldosas estão espalhando por grupos de WhatsApp em São Carlos uma mensagem em que um garoto que supostamente se chama Andrew estaria indo para escolas do Centro e do Cidade Aracy para dar doce de leite envenenado para as crianças, pois esse seria um dos desafios do chamado Jogo da Morte. Isso também aconteceu em Jundiaí, onde a polícia já está trabalhando para tentar identificar quem tem espalhado esse tipo de boato maldoso pelas redes sociais.

O esquema da mensagem é o mesmo: a pessoa diz que está participando do jogo e que se não cumprir a tarefa os donos do jogo lhe perseguirão, bem como a sua família. Muitos grupos de WhatsApp estão compartilhando o mensagem, o que não deve ser feito. O procedimento mais inteligente é avisar as autoridades sobre o conteúdo da mesma, bem como prestar atenção nos filhos, pois a depressão é uma doença séria que não pode ser levada na brincadeira. Um garoto de 15 anos de São Carlos foi descoberto pela mãe após ter mutilado os braços no Jogo da Baleia Azul.

O que é jogo

Segundo o G1, esse sinistro jogo viral tem causado alarme no mundo todo. O jogo da Baleia Azul, disputado pelas redes sociais, propõe desafios macabros aos adolescentes, como bater fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se, ficar doente e, na etapa final, cometer suicídio.

Aparentemente o fenômeno começou na Rússia, mas está se espalhando – inclusive no Brasil, como sugerem o caso da jovem de 16 anos morta no Mato Grosso e uma investigação policial em andamento na Paraíba. Na Rússia, em 2015, uma jovem de 15 anos se jogou do alto de um edifício; dias depois, uma adolescente de 14 anos se atirou na frente de um trem. Depois de investigar a causa destes e outros suicídios cometidos por jovens, a polícia ligou os fatos a um grupo que participava de um desafio com 50 missões, sendo a última delas acabar com a própria vida.

A preocupação aumentou ano passado, quando fontes diversas chegaram a divulgar, sem confirmação, 130 suicídios supostamente vinculados a comunidades online identificadas como “grupos da morte”.

Tudo na internet se espalha muito rápido, mesmo as coisas mais inacreditáveis. Neste caso não é diferente. O fenômeno ganhou visibilidade e vem se alastrando pelo mundo. Em alguns países, como Inglaterra, França e Romênia, as escolas têm feito alertas às famílias, depois que adolescentes apareceram com cortes nos braços, queimaduras e outros sinais de mutilação.

Jogos com apelos de riscos letais têm virado moda entre os adolescentes. Um exemplo é o jogo da asfixia, que gerou vítimas no Brasil. Outro é o “desafio do sal e gelo”, no qual, para serem aceitos no grupo, os adolescentes devem queimar a pele e compartilhar as imagens nas redes sociais. Embora exista há anos, o desafio voltou com força recentemente. Sem falar no “Jogo da Fada”, que incita crianças o gás do fogão de madrugada, enquanto os pais dormem.

 As recomendações para as famílias são: monitorar o uso da internet, frequentar as redes sociais dos filhos, observar comportamentos estranhos e, sobretudo, conversar e conscientizar os adolescentes a respeito das consequências de práticas que nada têm de brincadeira. Atenção redobrada com os jovens que apresentem tendência a depressão, pois eles costumam ser especialmente atraídos por jogos como o da Baleia Azul. Também as escolas devem colocar o assunto em pauta e incorporar no currículo, cada vez mais, a educação para a valorização da vida, o respeito pela vida dos outros e o uso consciente das mídias e tecnologias.

 

 Com informações do G1

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