Publicado em 18/04/2017 17:56:11

Exclusivo: Mãe descobre que menino de São Carlos cortou os dois braços no Jogo da Baleia Azul

Ela fez um alerta para a comunidade

Exclusivo: Mãe descobre que menino de São Carlos cortou os dois braços no Jogo da Baleia Azul
O jogo do mal

Por Renato Chimirri

Uma mãe de São Carlos descobriu que seu filho de 15 anos, aluno de uma tradicional escola particular da cidade, mutilou os dois braços na última quinta e sexta-feira jogando o suicida “Jogo da Baleia Azul”.

Segundo a mãe, há algum tempo ela tem notado que seu filho está usando, mesmo com o calor habitual, blusa de capuz com manga comprida. “Isso me chamou a atenção, outros jovens também estão usando, sabe aquelas manias? Já fomos jovens e tivemos essas manias”, disse.

Contudo, a mãe recebeu um chamado da diretora da escola na segunda, 18, para comparecer ao estabelecimento de ensino com urgência. “Eu estava desconfiada, sabia que algo tinha acontecido, sabe quando você pressente?”, contou.
Ela explicou que a diretora estava impressionada que havia descoberto que seu filho se automutilou cortando os dois braços, um na quinta e outro na sexta. “Depois ele compartilhou essas fotos num grupo de WhatsApp, nas fotos ele estava com os braços sangrando, um menino viu e alertou a diretora”, revelou.

Depois de tomar esse susto, a mãe informou que voltou a monitorar as redes sociais do filho e notou que seus amigos do Facebook, por exemplo, são todos de fora de São Carlos. “Um deles do Rio de Janeiro tinha uma postagem com uma montagem que dizia: cocaína, maconha e faca!”

Com o filho em casa nesta tarde, a mãe contou que conversou longamente com o garoto e o alertou para o perigo que o mesmo estava correndo. “Falei sobre as dificuldades que tenho na vida e que só estou viva por causa dele e que só tenho a ele”, destacou.


Emocionada, a mãe fez um apelo para que os pais permaneçam vigilantes com aquilo que seus filhos veem e fazem na internet, pois o perigo está muito próximo, mais perto do que nós podemos imaginar. “Todos precisamos ficar atentos e conscientizar os jovens”, enaltece. “Meu filho é um menino articulado que diz que fará engenharia, jamais imaginei que isso poderia acontecer”, emendou.

 

O que é jogo

Segundo o G1, esse sinistro jogo viral tem causado alarme no mundo todo. O jogo da Baleia Azul, disputado pelas redes sociais, propõe desafios macabros aos adolescentes, como bater fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se, ficar doente e, na etapa final, cometer suicídio.

Aparentemente o fenômeno começou na Rússia, mas está se espalhando – inclusive no Brasil, como sugerem o caso da jovem de 16 anos morta no Mato Grosso e uma investigação policial em andamento na Paraíba. Na Rússia, em 2015, uma jovem de 15 anos se jogou do alto de um edifício; dias depois, uma adolescente de 14 anos se atirou na frente de um trem. Depois de investigar a causa destes e outros suicídios cometidos por jovens, a polícia ligou os fatos a um grupo que participava de um desafio com 50 missões, sendo a última delas acabar com a própria vida.

 

A preocupação aumentou ano passado, quando fontes diversas chegaram a divulgar, sem confirmação, 130 suicídios supostamente vinculados a comunidades online identificadas como “grupos da morte”.

Tudo na internet se espalha muito rápido, mesmo as coisas mais inacreditáveis. Neste caso não é diferente. O fenômeno ganhou visibilidade e vem se alastrando pelo mundo. Em alguns países, como Inglaterra, França e Romênia, as escolas têm feito alertas às famílias, depois que adolescentes apareceram com cortes nos braços, queimaduras e outros sinais de mutilação.

 

Jogos com apelos de riscos letais têm virado moda entre os adolescentes. Um exemplo é o jogo da asfixia, que gerou vítimas no Brasil. Outro é o “desafio do sal e gelo”, no qual, para serem aceitos no grupo, os adolescentes devem queimar a pele e compartilhar as imagens nas redes sociais. Embora exista há anos, o desafio voltou com força recentemente. Sem falar no “Jogo da Fada”, que incita crianças o gás do fogão de madrugada, enquanto os pais dormem.

 

As recomendações para as famílias são: monitorar o uso da internet, frequentar as redes sociais dos filhos, observar comportamentos estranhos e, sobretudo, conversar e conscientizar os adolescentes a respeito das consequências de práticas que nada têm de brincadeira. Atenção redobrada com os jovens que apresentem tendência a depressão, pois eles costumam ser especialmente atraídos por jogos como o da Baleia Azul. Também as escolas devem colocar o assunto em pauta e incorporar no currículo, cada vez mais, a educação para a valorização da vida, o respeito pela vida dos outros e o uso consciente das mídias e tecnologias.

 

Com informações do G1

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