Publicado em 12/01/2018 15:27:06

O motorista do "busão" não sabe se terá comida na mesa no mês de fevereiro em São Carlos

O imbróglio continua

O motorista do
Aviso Prévio de um funcionário

Os motoristas já estão na porta da Prefeitura, querem falar com o prefeito, buscam garantia de emprego quando uma nova concessionária do transporte chegar. Isso mesmo, estamos falando dessa sexta, 12, em 2018, no mês janeiro, mas poderíamos estar falando de 2016 quando a Athenas Paulista deixou de operar na cidade. Foram incontáveis reuniões na Prefeitura, pais de família na porta do Paço Municipal, tensão, incertezas e praticamente todos precisando acionar a justiça para tentar garantir seus direitos.

Será que a novela vai se repetir? Um ensaio dessa situação começou a aparecer hoje, afinal de contas motoristas estiveram na porta da Prefeitura e cobram a garantia do seu emprego, o que é perfeitamente compreensível, afinal como mostra a imagem muitos já estão recebendo o aviso prévio e não sabem o que será do futuro deles e de suas famílias depois de 26 de janeiro quando a Suzantur, que agora faz o transporte em São Carlos, deixará de operar.

Quem garante para esses profissionais que a próxima concessionária irá contratá-los? Até onde sei, muitos motoristas que eram da Athenas não foram, por vários motivos, absorvidos pela Suzantur e quem acha que isso não pode ocorrer novamente? Será que vamos observar intermináveis reuniões no Paço Municipal e que depois vão se transformar em nada?

O fato é que a Prefeitura não podia ter deixado a situação chegar nesse nível, pois muitos pais e mães de família e também seus filhos e dependentes não sabem se terão comida na mesa no mês de fevereiro, não sabem se terão energia elétrica paga, se a água será quitada, se conseguirão honrar o IPTU e os remédios da família, assim como o vestuário. Fico aqui me perguntando se os políticos que administram a cidade não pensam nessa ponta da cadeia produtiva. Será que pensam?

Sem esses profissionais os ônibus, de qualquer concessionária, não saem da garagem, sem que eles empreguem sua força de trabalho não se tem transporte, porém o destino dessas pessoas continua sendo decidido por quem está numa mesa, usando uma gravata. Já passou da hora desse pessoal garantir o futuro desses trabalhadores e também dos seus familiares.

Não podemos ver mais um caso Athenas e suas diversas implicações se repetir.

Renato Chimirri

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