Publicado em 15/05/2017 14:30:53

Vereadores denunciam falta de merenda; Prefeitura diz que escolas estão abastecidas

Mais uma polêmica na cidade

Vereadores denunciam falta de merenda; Prefeitura diz que escolas estão abastecidas
Polêmica na merenda

Os vereadores Julio Cesar (DEM), Leandro Guerreiro (PSB) e Paraná Filho estiveram na manhã desta segunda, 15, no depósito onde estão guardados os alimentos da merenda escolar e denunciaram que o estoque de diversos itens está baixo ou inexiste. A questão gerou polêmica em São Carlos.

Julio César disse que arroz e feijão as escolas municipais ainda tem em estoque. Segundo o vereador de pelo menos 50 itens de uma lista de alimentos, 40 não estariam disponíveis em nenhuma unidade escolar. “Não temos fubá para fazer uma polenta, temos um potinho de margarina, não temos bolachas, falei com o secretário de manhã e disse que estava com vontade de fazer um boletim ocorrência, não quero fazer uma caça às bruxas, mas buscar soluções”, afirmou.

O vereador disse que muitas crianças não têm refeições reforçadas em casa. “Deus nos deu a oportunidade de tomar café de manhã, junto com nossos filhos e depois eles terão alimento na escola, mas e aquela criança que o pai não tem condições? Se comprar tudo hoje, ainda demora uns 20 dias para se normalizar a entregar do produto”, ressaltou.

O que tem no local, segundo os vereadores, era óleo, arroz, açúcar, leite, feijão (seria apenas para uma semana) e macarrão.  O vereador Leandro Guerreiro fez um vídeo ao vivo mostrando apenas um pote de margarina na dispensa municipal e isso acirrou ainda mais a polêmica.

Secretário

O Secretário de Agricultura e Abastecimento Deonir Toffolo disse que a Prefeitura tem um estoque e que mantém o mesmo baixo por uma questão logística. “As escolas estão todas abastecidas com a merenda, lançamos um pregão em janeiro e nos próximos dias deverão ser homologados os novos fornecedores, isso demorou três meses e meio e alguns itens começaram a faltar agora, como por exemplo, a geleia, adoçante, ervilha, milho, alguns biscoitos, alimentos chamados acessórios, isso é recente”, afirmou.

Segundo Toffolo, a comida básica do cardápio com arroz, feijão, carne e leite está sendo oferecida normalmente nas escolas municipais. “Esse pregão atual demora porque são 32 lotes de 40 itens de alimentação escolar e existe uma demora própria da licitação”, explicou. “Toda alimentação comprada tem amostra aprovada e isso leva certo tempo e faz com que demore o pregão que não pode ser homologado parcialmente, a Prefeitura precisa homologar 100% do procedimento para confeccionar a ata e tocar a licitação”, emendou.

Toffolo garantiu que as escolas estão com merenda e que elas receberam carne, frango, peixes, alimentos embutidos durante a semana. O secretário disse que as crianças também estão recebendo legumes e frutas que vem da agricultura familiar. A explicação do secretário para o baixo estoque é a forma como se trabalha, onde o fornecedor faz a entrega para se abastecer a rede naquela semana. “Toda semana tem abastecimento nas escolas de frutas, legumes, carnes, arroz, feijão, macarrão”, finalizou.

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