Publicado em 16/07/2017 22:51:13

Crônica: O melhor amigo do WhatsApp

Nem sempre tudo dá certo...

Crônica: O melhor amigo do WhatsApp

Marco Antonio, especial para o São Carlos em Rede

Nunca me furtei a falar com ninguém, em qualquer hora, a qualquer momento, o celular e o WhatsApp se tornaram um fardo prazeroso e parte de mim, fui criticado até na família por estar sempre dando uma resposta, mandando uma foto, um som, um “emoji”, mas isso também me transformou no que sou hoje, uma pessoa triste em alguns aspectos. Atendi a todos com a mesma atenção, paciência, alegria, energia e procurei sempre ser uma espécie de bom conselheiro, claro que não é toda hora que você tem as melhores palavras, mas sempre tive um tempo, em qualquer lugar, a todo momento, deixei de fazer coisas que me davam muita satisfação para ouvir, aconselhar, dar amor, porque eu julgo que é importante dar amor para quem você ama de verdade e com toda a força, a quem você gosta de uma forma astral e indiscutível, para aquela pessoa que vale a pena porque simplesmente vale mesmo, não tem explicação. Mesmo não vendo sempre (quase nunca), não estando no mesmo local, você quer bem, quer ver feliz e é por isso, como mostra a imagem que ilustra esse texto: você sempre tem um tempo para atender porque que é seu amigo (a) de verdade.

Ah, mas é claro, daí entra o ser humano. Sabe, o ser humano é idiota, ignorante e acima de tudo muito falho e eu falhei feio, deslizei, errei, cometi uma besteira grande e paguei e pago o preço. Mas toda a pena, até por princípio, não deveria ser eterna, pois já vi coisas muito piores, e nada que foi pode ser igual, mas pode ser melhor, porque talvez a sinceridade seja a única arma para acabar com aquilo que mais me incomoda: a tristeza. O orgulho não pode vencer!

Não sei se irei voltar a escrever sobre o tema, confesso que não queria, mas até por recomendação médica fui orientado a falar deste assunto da forma que melhor se adaptasse para a minha realidade. Porque precisei buscar a ajuda onde nunca achei que iria estar e lá encontrei aquilo que eu procuro todo dia: um simples perdão. Não quero ser pisado e humilhado, mas se esta for à sina que tenho que enfrentar com algumas pessoas também não iriei me omitir em nada, porque não sou homem deste tipo de atitude, mas não me calarei, porque o meu espírito pede para falar ao mundo sobre o que estou sentindo neste momento e usar sempre a verdade. Creiam isso me fez uma pessoa muito melhor, mais amiga, mais leal, mais fiel aos princípios da verdade e mantendo aquela carapaça para exercer essa atividade profissional que tanto me castiga. E nela está incluída a ironia habitual e perspicácia para tentar entender os fatos.

Continuo procurando o melhor caminho, o de luz, para acalmar meu injuriado coração, pois nem tudo o que dizem parece ser verdadeiro e alguns que me acusam sabem que não é verdade o que tanto ouviram (e aqui não fujo de meus erros!), porém não conseguem ver que a cegueira em que estão é como no livro do José Saramago, o Ensaio Sobre a Cegueira, basta você tocar alguém que acaba também ficando sem visão, blindado e completamente entorpecido por fatos que nem sempre são os reais.

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